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Ponta Grossa

Mal voltei de viagem e já tinha viagem de campo com a faculdade, a terceira do curso. Fomos para Ponta Grossa para conhecermos um pouco mais sobre a promissora Bacia do Paraná. 
Ponta Grossa é uma cidade perto de Curitiba, em seus arredores encontram-se sítios arqueológicos importantes, como o Parque Estadual de Vila Velha. Pela Estrada passamos por vários afloramentos, visitamos uma mina de carvão e etc.


O hotel em que ficamos não tinha nenhum luxo, e foi o pior que já me hospedei na vida. Era limpo, mas não tinha aquecedor, e os termometrôs marcavam temperaturas negativas durante a madrugada, além disto a internet só funcionava em alguns quartos e o gerente era extremamente antipático.
Realmente não gostei do hotel e não recomendo, pelo mesmo valor há acomodações melhores.
O nome, se eu bem me lembro era Hotel Cybulski, ou algo assim, procurei pelo Google e como já tem um ano posso estar enganada, mas acho que foi este mesmo.


Agora, um pouco sobre a Bacia do Paraná, que cobre uma área de aproximadamente 1,5 milhão de km2. Ela se desenvolveu durante as eras Paleozóica e Mesozóica, e sua expessura maxima ultrapassa os 7000 metros de profundidade com rochas ígneas. Na era Paleozóica, a área era um grande golfo, de vida marinha ativa e com alta deposição ôrganica e de calcário.



Na cidade de Ponta Grossa não há muito o que ver, tem um shopping grande, e alguns bons bares. Durante o dia iamos ver alguns sítios arqueológicos, e afloramentos.


Visitamos o Parque Estadual de Vila Velha, que permaneceu fechada por dois anos após ser depredado pouco a pouco, e hoje foi re-aberto como santuário a ser preservado.



A Visita começa com uma palestra e orientação de como se portar no parque, em seguida o guia leva o grupo ao campo. Há 400 milhões de anos a região era coberta por um mar, depois veio o vulcanismo e o surgimento de montanhas, e mais tarde geleiras se formaram, e ao derreterem levaram parte do arenito. Com o tempo veio a erosão causada pelos ventos, e as rochas tomaram as formas que se vê hoje. A Cidade de Pedra, como é conhecida, data do período Carbonifero (cerca de 340 milhões de anos no passado), e expõem todo o processo de sedimentação da bacia. Como disse meu professor: “agora vocês vão andar por dentro de um reservatório!”… é possível ver os arenitos em diversos tons, de acordo com a época e tipo de cimentação, em grande parte por dioxido de ferro.


No parque também se encontram as Furnas, que se formam depois que as rochas areníticas, cortadas por lençóis freáticos e aquíferos a metros de profundidade, desabam formando uma cratera com um grande reservatório de água, que no parque chega a ter 50 metros de profundidade dentro da cratera de 100 metros. São três furnas no parque, todas interligadas, e também ligadas a Lagoa Dourada, uma pequena lagoa em processo de assoreamento devido a erosão de suas margens, antes era uma furna e hoje este processo de erosão a transformou em lagoa, e agora está para desaparecer, tendo a profundidade maxima de 3m.


Para quem planeja ir ao parque, ele fica a 18km de Ponta Grossa, está aberto de 8h às 17:30h, sendo o ultimo horário de entrada as 15:30h, e não abre as terças. A entrada para brasileiros custa R$18 para tudo, e R$8 para a Lagoa Dourada e Furnas, R$10 para Arenitos, já para estrangeiros custa R$25, R$10 e R$15 respectivamente. Há meia entrada para estudantes, e crianças, de até 6 anos, e idosos não pagam.



Durante a viagem paramos em bera de Estrada e até em trilho de trêm para ver afloramentos, … não façam isto! Fiquem só com estas fotos, é mais seguro.


Pegando pedaços de arenitos, folhelhos, foi possível ver fósseis! Algo muito simples e inacreditável, eu não imaginava que era tão fácil, bastava ir a rocha e quebra-lá com a ferramenta, recolhiamos a lasca retirada do paredão e lá via-se claramente o que um dia foi uma concha e hoje faz parte da rocha, deixando apenas a sua marca.




As vezes encontravamos óleo, em rochas com cheiro característico deste. Provavamos rochas pra ver se era arenito, folhelho, calario ou siltito… isto mesmo, quando digo provar quero realmente dizer colocar na boca, mastigar e depois dizer! Acontece que estas rochas sedimentares podem ser diferenciadas pela textura. Isto é o almoço de geólogo!


No último dia de viagem fomos visitar uma mina de carvão. Tal visita, acredito eu, não é possível de ser feita por visitantes comuns, é necessária autorização especial.
A mina em que fizemos a visita técnica, é a Usina Cambuí, uma mineradora carbonífera, a única ainda ativa no Estado do Paraná. Chegamos a 70 metros de profundidade, após caminhar por mais de 800 metros para dentro da mina, onde alguns trechos da galeria tem apenas 1,25m de altura.


No meu canal do youtube é possível ver o video gravado dentro da mina, dentre outros videos desta mesma viagem e de outras, basta acessar: http://www.youtube.com/user/luizaqueroga



Dentro da mina vimos as rochas carboníferas e como funciona o processo de exploração das mesmas, e como é o ambiente de trabalho neste ambiente de risco. O local tem ventilação mais do que adequada, e ninguém passou mal durante a visita; mas nós nunca valorizamos tanto um capacete! Se não fosse por ele, certamente alguém sairia ferido, porque é pancada em tudo quanto é lugar, e naqueles parafusos, formentes, que chegam a 1 metro dentro da rocha, só que a rocha com o tempo cai e o parafuso fica avulso, pendurado e haja pancada neles!




Detalhe, esta viagem toda foi feita de ônibus da faculdade, foram 17 horas na Estrada, e na volta até mais por que paramos bastante, saimos do Rio cedo na ida, e no dia da volta chegamos na madrugada.


4 comentários:

Carol Mamoru disse...

Noossa, acheui super interessante sua viagem, eu adoro campos arqueologicos, e a viagem pra dentro da mina pareceu bastante emocionante...
Pena q o hotel nao era tao bom assim, podiam ter planejado melhor p vcs isso, c certeza... mas no mais achei a cidade bem interessante.

Lia SB disse...

Que bom que sua viagem à minha terra foi interessante (apesar do hotel/atendimento ter sido ruim... sorry!é um caso atípico, tenha certeza!). Acho que na próxima podem programar o cannyon de Quartelá (um pouco mais acima de Ponta Grossa), que também é interessante!

Anônimo disse...

Por favor, não maltrate o português: ao invés de "viasse", escreve-se via-se. Por que o pessoal das ciências naturais escreve tão mal?!?

Luiza disse...

Pronto! Já tenho um editor!
Não é porque faço engenharia que escrevo mal, é porque escrevo mal que só me restou fazer engenharia!
Obrigada pela errata numa gaffe absurda, corrigida!!! Se ver outra pode xingar ai, tem todo o direito.
Abs,
Lu.

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